Post-prólogo

Olá queridos amigos. Esta postagem é na realidade um prefácio da abaixo. Achei que ela ficou muito grande e que iria assustar só de olhar, o que resultaria numa fuga em massa do meu blog. Então, resolvi fazer um post pequeno que, enganado o inconsciente alheio, passasse uma sensação de pouca perda de tempo e os fizesse ficar.  O que em última análise, significa fazê-los perder ainda mais tempo lendo as besteiras que acabo de escrever. Mas não se preocupem, não vão se dar conta disso.

 

Então, aviso que o post abaixo é extenso e que para não ficarem perdendo tempo devem começar a lê-lo imediatamente.

Peripécias Gastronômicas - parte 1

Se a vida pode ser comparada a um grande banquete – no qual temos o direito de escolher alguns pratos e o dever de aceitar outros que nos são enfiados goela abaixo quais gosmentos jilós sem tempero, posso dizer que, a exemplo de tudo o que é nato, minha habilidade para a desaptidão culinária apareceu muito cedo, ainda antes do desjejum.

 

Perdida em minhas boas lembranças, como salsinha em salada de frutas, encontrei a experiência da minha primeira limonada. E se tudo na vida serve para aprendizado, ainda muito jovem aprendi uma importante lição: a matemática não é uma ciência exata. Para entender, resolva a questão aberta que caiu no vestibular da UFPR em 1988 (quando eu já tinha uns 8 anos de experiência de vida):

 

Daiane percebeu que a fruteira da sua casa estava cheia de pequenas laranjas verdes (vulgo, limões). Decidiu, então, fazer uma limonada. Sua mãe usou 5 laranjas para fazer 500ml de suco de laranja. Se cada limão tem metade do tamanho de uma laranja, quantos limões Daiane vai usar para fazer 500ml de limonada? Dica: use logaritmo.

 

GABARITO: todos os limões da fruteira e todo o açúcar do mês.

 

Não sei se por sorte ou sagacidade ingênua, mas o fato é que escapei do azedume. E antes que meu celular comece a congestionar com ligações de curiosos, vou logo identificando a vítima: a limonada tratava-se de uma cítrica tentativa de neutralizar a amarga tarde de estudos da minha doce irmã.

 

Na reação da acuada vítima não poderia faltar a nobre postura que só pertence às irmãs mais velhas:

 

Como um engenheiro da Nasa que explica a seu assistente o funcionamento do complexo sistema de aquecimento dos canais do tanque da nave espacial Discovery, ela me esclareceu que limões não são laranjas. Em seguida, acrescentou as elucidantes palavras: “e vice-versa”. Depois agradeceu sinceramente pelo esforço e, como ninguém é perfeito  (nem os engenheiros da Nasa), falsamente pelo suco. Faz isso até hoje quando me aventuro na cozinha.

 

Ok. Lição aprendida... limões não são pequenas laranjas verdes. Mas quero ver a Nasa provar que o kiwi não é uma versão pré-histórica do morango.

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